Universo interno

Universo interno

Que estás a meu lado,
Disso sei, como sei,
Sabes mais de mim, tanto de mim,
Do que muito em um tempo eu mesma,
Diz a mim o certo do errado,
E talvez até saibas mais de ti do que realmente pensa,
Sei que não fui de toda bom, e nem todo mal,
Mas as vezes um erro vem pro bem,
E que mal faz se vem pra bem?
E há os que me rodeiam e me jogam a própria sorte,
Esses passaram em minha vida tão depressa
Que mal lembro seus rostos,
Afinal, tanto faz o mal que me foi feito,
E aqui estou hoje.
O tempo muda, tanto muda que me conhece hoje,
O bastante para me compreender,
Afinal, o que é uma mente sem um pouco de mistério?
Só o tempo nos liberta, mas nem sempre sabemos de todo o que é liberdade,
E quem disse que desisti de minhas lamentações? Nunca… Como vou saber o que é certo fazer
Se não saber do errado?…
Só não me lamentarei aos ouvidos de todos,
Pois não sou de todos, e nem de ninguém,
Mas de todos, por ninguém lamentarei,
Ouvir seus prantos, e seus amores, já sei bem…
Secarei suas lagrimas com facilidade,
Pois não lamento o mal que vem,
Mal sabem eles que o mal que vem,
Trás a felicidade que eles não conhecem,
Tolos os que pensam
Que da tempestade só se sobra possa d’água.
Sorrirei e direi, que sei o bastante,
Por enquanto, já que não sei de todo nada.
Mas sei que não deixarei-me ser presa,
Pois presa fácil não serei,
Mas agradeço o amor,
Que me foi dado de presente,
E que hoje tanto sei.

Marcela Souza

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