Sem lágrimas

Nada mais sinto. Meus olhos estão vazios. Ajo como se estivesse morta por dentro, não há mais brilho. Não há mais palavras pensadas, nem piadas, nem risadas. Apenas não há nada. Sei que meus amigos se preocupam, talvez seja isso que me mantem viva. Sei que cada palavra que digo, é com naturalidade fria, e mecânica. Não estou triste, nem sentindo dor, apenas não quero falar sobre o que houve, apenas vou esperar até poder contar isso as pessoas e quem sabe rir até, pode ser um riso falso, más ao menos será alguma coisa. Agradeço aos que ainda se interessam em saber se estou bem ou não, más para todos os efeitos estou ao menos respirando. Peço desculpas por não responder as vezes nas conversas, não é por estar ocupada, é apenas que não consigo nem ao menos responder sem ficar alguns segundos olhando pra tela, pro nome da pessoa, pras teclas, e depois ter coragem pra responder, pensando se precisarei mentir ou não. Desculpe qualquer coisa que eu tenha feito ou dito, más juro que a causa pode ter sido uma leve inocência de ser o melhor a fazer, ou simplesmente pelo egoismo de querer estar perto, apenas desculpe. Me faltam palavras para terminar isso, desculpe.

Marcela Rodrigues Dias de Souza – Luna

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